Choravas tu e chorava eu pelo simples facto de nos amar-mos, mas estava-mos silenciosos como aquela noite fria, para não acordarmos os mortos daquele cemitério abandonado.
Guardava eu ao meu colo um ramo de flores murchas que tu tinhas feito para mim. A pesar de estarem mortas amava aquelas flores quase tanto como a quem mas deu, porque sabia que o amor não ía durar para sempre... provavelmente duraria apenas o tempo em que as flores estiveram vivas... Esse amor haverá de morrer... algo o irá queimar...
Esse algo é, provavelmente, o amanhecer. O momento em que o cemitério se irá iluminar com raios assassinos de Sol que vão acaba por me matar também.
Amo-te até junto dos mortos...

que lindo*
ResponderEliminarTens imenso jeito pra escrever, minha querida =) Adorei este texto
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