Estava eu "ele", a minha sist e o namorado da minha sist, a sair do cinema do Shopping quando anunciaram o encerramento do mesmo.
-Vão andando, já vos apanho, tenho de ir ao wc. - Disse eu.
-Ok mas como é com os carros? - Perguntou a minha sist.
"Ele" respondeu automaticamente, como se já esperasse a pergunta.
- Eu espero por ela, e vamos no meu carro... Alguém tem de ir nele, e eu não quero ir sozinho.
O namorado da minha sist riu-se e agarrou a minha sist para que esta fosse com ele.
Ela sorriu também e seguio-o.
Voltei para junto "dele" cerca de 5 minutos depois e começamos a caminhar em direcção à saida.
Ia-mos conversando, a pesar de se dizer que quando nos divertimos o tempo passa mais depressa, naquele momento cada passo parecia durar uma hora.
Subitamente "ele" parou, olhou para mim e murmurou:
- Tenho uma ideia melhor, anda comigo.
Entrelaçou os seu dedos nos meus e puxou-me.
Desata-mos a correr, novamente em direcção aos wc's. Ao chegar-mos la, hesitamos e depois "ele" guiou-me para a casa-de-banho das senhoras.
Ele trancou a porta a trás de nós e disse baixinho:
- Vamos passar a noite aqui no shopping.
- O quê?! tu estás doido? Se somos apanhados pelos seguranças, vamos parar à esquadra, e...
- E depois? Somos adolescente! Asneiras a toda a hora, é o nosso forte!!
Hesitei uns momentos antes de lhe responder. Quer dizer... passar a noite num shopping com um rapaz... mas eu gostava dele.
Enquanto considerava as probabilidades de ser apanhada e ir parar à policia, olhei nos olhos dele, e elgo me disse que seria algo bom.
- E o que tencionas fazer, enquanto aqui estiver-mos?
Não sei logo se vê. - Disse ele a sorrir-me. - Só há um pequeno problema, ainda vamos ter de esperar uns vinte minutos, para que todos os seguranças e as mulheres da limpeza saiam do shopping, depois tancam as portas e vão embora. A partir daí temos até as seis da manhã.
Olhei para o relógio do meu telemóvel. Era meia noite e quarenta.
- Está bem. E até lá ficamos aqui?
- Sim, e se entretanto entrar alguém, vamos para um dos compartimentos.
Mal acabou de dizer estas palavras, ouvimos vozes por perto e cada vez mais próximas.
Corremos para o compartimento da ponta, fecha-mos a porta e subimos para cima da pequena sanita.
Aquele sitio era consideravelmente pequeno, por isso era impossível não nos tocarmos.
A senhora das limpezas entrou no preciso momento em que os nossos olhos se cruzaram, prendendo-se os de um nos do outro.
Sentia os meus membros superiores fazerem algo que não era o eu consciente que controlava.
Os meus dedos fecharam-se a volta de pequenos pedaços de seu casaco, que eu adorava, e os meus braços faziam força e puxavam-no para mim.
As mãos dele acentaram na minha anca e também ele me puxou para si, terminando com a pouca distancia existente entre nós.
Ouvimos a porta a bater. A empregada tinha saído, mas nós continuava-mos ali de olhos fixos um no outro.
Quando finalmente os nossos lábios se cruzaram, senti um choque que percorreu todo o meu corpo.
Um beijo perfeito rolou durante o que me pareceu uma eternidade.
Depois do primeiro vieram muitos outros a seguir.